Projeto

Na área de intervenção dos sistemas de gestão de resíduos da AMCAL, da GESAMB e da RESIALENTEJO depositaram-se em aterro, em 2011, 134.373,80 toneladas de resíduos provenientes dos 25 concelhos abrangidos. Dessa quantidade global, mais de 50% são potencialmente resíduos urbanos biodegradáveis (RUB) e portanto resíduos valorizáveis e que podem ter outro fim que não os aterros.

De acordo com as principais diretrizes europeias sobre os RUB e as metas nacionais assumidas Portugal tem o objetivo nacional de redução para 35% o peso dos RUB nos aterros sanitários até 2020.

Estes três sistemas estão a fazer a sua parte, colocando já em curso a instalação de duas Centrais de Tratamento Mecânico e Biológico que irão contribuir para a valorização dos RUB.

No entanto, uma parte significativa destes resíduos orgânicos podem ser separados e aproveitados nas habitações e nas organizações através da compostagem doméstica ou comunitária, numa medida complementar ao esforço industrial já referido.

A compostagem doméstica é uma prática simples de transformação dos resíduos da cozinha e dos jardins em composto, podendo ser colocada em prática por qualquer família, pessoa ou organização interessada, permitindo desta forma devolver aos solos a matéria orgânica reciclada e ao mesmo tempo fomentar hábitos mais saudáveis junto dos cidadãos, nomeadamente a criação de pequenas hortas e jardins biológicos. Está demonstrado cientificamente que estas experiências agrícolas de pequena escala geram bem-estar psicológico, social, ambiental e até económico.

Com base nestes factos, a AMCAL, a GESAMB e a RESIALENTEJO uniram esforços no sentido de lançar este projeto com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos orgânicos presentes nos contentores do lixo dos lares e organizações e aumentar a prática da compostagem doméstica e comunitária, associada à criação de hortas e jardins em modo biológico. 

O primeiro ano deste projeto desenvolver-se-á até Julho de 2013 e tem a ambição de envolver todos os habitantes destes 25 concelhos em volta da prática de pequenas experiências de cultivo. Seja um iniciado ou um guru, um citadino ou um aldeão, tenha um jardim ou uma janela, pode cultivar a sua própria, as suas ervas aromáticas ou as suas plantas.

Ao longo da sua visita pelo site do projeto poderá tomar contacto com as várias iniciativas que vão acontecer no entanto destacaríamos como alguns dos seus pontos fortes:

  • oficinas de agricultura biológica e compostagem que vão percorrer várias freguesias dos vários concelhos
  • oferta de compostores domésticos a lares alentejanos (mediante o preenchimento de determinados requisitos)
  • oferta de compostores comunitários a organizações/coletividades/associações (mediante o preenchimento de determinados requisitos)
  • oferta do Livro especializado sobre cultivo e compostagem
  • programa educativo com formação especializada para os professores e envolvimento dos alunos num jogo que culminará com a entrega de prémios aos 5 melhores classificados

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